Dra. Glaucia responde

Esporotricose: Como evitar?

Esporotricose é uma doença crônica causada por um fungo (Sporothrix ssp), presente no solo e na vegetação. Pode afetar diversas espécies de animais, incluindo cães e gatos e ainda pode ser transmitida para o homem (zoonose) por isso é importante termos cuidado.
Os gatos são mais acometidos pela infecção, com evolução da doença de forma mais grave que nas outras espécies e podem dissemina-la para os seres humanos por razão da grande quantidade de fungo 

presente nas lesões ulceradas nas unhas e cavidade oral. O fungo como falamos acima encontra-se no ambiente, principalmente em árvores, o gatos quando tem acesso a rua arranham as árvores e ficam com o fungo na região da unha, quando eles brigam, acabam se arranhando e inserindo o fungo na pele machucada, o fungo precisa de tecido vivo para se desenvolver, com isso começam a aparecer lesões arredondadas de difícil cicatrização.
As formas de controle e prevenção da esporotricose devem ser baseadas em medidas higiênico-sanitárias, visando diminuir os riscos de transmissão para outros animais e humanos. Assim, os animais acometidos devem ser mantidos em isolamento e tratamento até a total cura clínica. O manuseio dos animais infectados deve ser feito com luvas e o tratamento somente por um médico veterinário.

Inverno: Quais os cuidados básicos?

No inverno, os nossos queridos também precisam de cuidados especiais para evitar problemas típicos da época.
Neste período, quem mais sofre com a temperatura baixa são os filhotes e os idosos - tanto de cães quanto de gatos. Os animais idosos podem sentir dores nas articulações e coluna, além disso a musculatura fica atrofiada, causando diminuição do metabolismo, já que a camada de gordura não é tão espessada. Os filhotes não apresentam o sistema termorregulador totalmente formado e sentem mais frio.

Seguem alguns cuidados básicos:
- Não deixar o animal ficar na chuva ou no vento;
- Colocar roupas quentes em filhotes e idosos de pelo curto;
- Deixar camas e cobertores a disposição - para gatos, iglus são mais agradáveis pois eles gostam de se esconder;
- No caso de cães, manter a vacina da gripe em dia e a V4 no caso dos gatos;
- Manter o local do pet arejado, mas sem vento;
- Evitar aquecedores pois ressecam o ambiente ou havendo necessidade, deixar baldes com água próximo ao local;
- Evitar banho em casa, pois nessa época há grande necessidade de secar bem pelo e pele, para não dar fungos, dê preferência para os petshops de sua confiança;
- Estimular banho de sol para os gatos.

Leishmaniose Canina: O que é?

Há dois tipos de leishmaniose: a cutânea e a visceral. A cutânea é causada por dois tipos de parasitas, a leishmania braziliensis e a leishmania mexicana. A visceral é originada pelos parasitas leishmania donovani, infantum e chagasi. Mas é importante saber que em 99,9% das vezes em que o tema é leishmaniose em cães, é da leishmaniose visceral canina que se trata. Isso porque a cutânea não tem o cachorro como seu principal alvo, e a visceral, sim.

A Leishmaniose Visceral Canina, também conhecida como Calazar, é uma doença infecciosa não contagiosa transmitida tanto aos cães quanto aos seres humanos através da picada de um inseto conhecido como mosquito-palha ou birigui. Ou seja, é uma zoonose.

Sabemos que a Leishmaniose Visceral é um problema de saúde pública cuja importância tem sido mais intensamente destacada nos últimos anos. Apesar da crescente informação e conscientização sobre a dimensão desta doença no Brasil, ainda enfrentamos muito desconhecimento e negligência tanto em seu diagnóstico quanto em sua prevenção.

Nas áreas endêmicas estima-se que o número de cães infectados varie entre 1 a 2 em cada 4 animais! São números realmente preocupantes e sabemos que aumentam a cada ano enquanto a doença se espalha cada vez mais pelo país. (Fonte: Ourofino)

Coronavírus: Pets podem transmitir?

A OMS diz que, até o momento, não há evidência significativa de que animais de estimação possam ficar doentes ou transmitir a Covid-19.
Estudos continuam sendo realizados para entender como o organismo de diferentes animais podem reagir ao coronavírus. A organização monitora essas pesquisas.


Uma pessoa infectada pode manter contato com seu pet?
A orientação da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) é que pessoas que contraíram a Covid-19 evitem o contato próximo com seus animais de estimação, já que há informações ainda desconhecidas sobre o novo coronavírus. (Fonte G1)

Morar em apartamento interfere na saúde dos pets?

O fato de ser casa ou apartamento não interfere, mas sim o estilo de vida que o animal leva. Se ele tiver uma alimentação balanceada, associada à atividade física regular, enriquecimento ambiental, atenção dos proprietários e cuidados veterinários regulares, com certeza terá uma ótima saúde. (Fonte: ricmais.com.br) 

Antipulgas: Quando aplicar?

Os antipulgas devem ser aplicados (ou ingeridos, em caso de remédio comestível) durante o ano inteiro, levando em conta o peso do animal para definir a dosagem. A frequência varia de produto para produto, por isso, é importante seguir as especificações do fabricante. Consulte um médico veterinário para definir qual a marca, tipo e dosagem ideal para o seu bichinho. Assim como as vacinas, o controle de pulgas e carrapatos é imprescindível para manter seu pet sempre saudável. 

Vermifugação: Qual a frequência ideal?

A vermifugação é um cuidado básico que devemos ter com qualquer animal de companhia. Ela é indicada não somente quando o cão já está parasitado, mas também como uma medida de prevenção. Vermífugo é o nome popular de medicamentos utilizados para combater e prevenir os vermes nos pets.

O esquema de vermifugação nos cães deve ser iniciado já nos primeiros quinze a trinta dias de vida. Antes de vermifugá-lo é indispensável uma consulta com o médico-veterinário para que, por meio de uma avaliação detalhada e a realização de exame 

de fezes, ele estabeleça o melhor protocolo. A frequência de vermifugação deve ser estabelecida pelo veterinário uma vez que varia de acordo com a idade do animal, grau de contaminação, exposição à recontaminações, contato com agentes transmissores (pulgas) e necessidades estratégicas.

É sempre importante manter em dia a vermifugação de seu pet, mesmo os animais bem cuidados estão expostos a esses inimigos! (Fonte: ourofinopet.com)

Comprei um filhotinho. Quando posso dar o primeiro banho?

Ideal aguardar até uma semana depois de seu cachorrinho ter tomado as três primeiras doses da vacina V8 ou V10. Até lá, o ideal é dar somente banho a seco, para não correr o risco de baixar a imunidade e contrair alguma doença.

Contamos com profissionais altamente qualificados. Vemifugue e vacine seu filhote aqui na Glau&Cia!

Profilaxia Dentária: 

Qual a frequência ideal?

A frequência ideal pode variar muito de animal para animal e deve ser determinada por um médico veterinário, pois dependerá de fatores como a regularidade e nível de eficácia da higienização dentária no dia a dia. No mercado, existem escovas e cremes especializados e com sabor. Seu pet, com certeza, será mais receptivo à escovação se a pasta de dentes tiver gostinho de carne. O creme dental dos humanos pode causar intoxicação, portanto, está proibido. De qualquer forma, profilaxias profissionais regulares são imprescindíveis para a prevenção de doenças periodontais como a gengivite e a periodontite (destruição de tecidos de sustentação do dente), entre outras. Traga o seu pet para uma avaliação!  

Cinomose: O que é?

A Cinomose Canina é uma doença infectocontagiosa causada por um vírus da família Paramyxovírus, do gênero Morbilivírus. Ela é altamente contagiosa e costuma acometer cães que ainda não terminaram o protocolo vacinal (filhotes) ou que não costumam receber o reforço anual das vacinas múltiplas (V8 ou V10). O vírus se replica nas células sanguíneas e sistema nervoso central do animal. No estágio inicial um sintoma bem comum é 

a diarreia, uma vez que o sistema digestório é, geralmente, o primeiro a ser atingido. Quando a porta de entrada do vírus é pelo sistema respiratório serão observados secreção ocular e nasal, tosse, espirro, pneumonia. Na fase mais tardia da doença, acontece o acometimento do sistema nervoso central e pode apresentar uma variedade de sintomas dependendo da região acometida, podendo ser: incoordenação motora, mioclonia (tremores musculares), convulsões, paralisia. 

Os cães podem contrair a cinomose de várias maneiras, entre elas, através do contato com secreções, urina e fezes, através de objetos contaminados como casinhas, comedouros, cobertores.

Não existe medicação específica que age no vírus, por isso, o tratamento consiste em combater os sintomas secundários e medicações para melhorar a imunidade. Infelizmente 85% dos animais não resistem ou são eutanasiados devido a não qualidade de vida, os que sobrevivem podem apresentar sequelas neurológicas. A única maneira de prevenir a cinomose é através da vacinação, no caso dos filhotes, o protocolo pode se iniciar com 45 dias, sendo necessário 3 doses com intervalo de 21 dias, somente após a terceira dose que o animal estará com a produção de anticorpos adequada, sendo liberados os passeios e banhos em pet shop.

Por que castrar?

A castração diminui consideravelmente o risco das cadelas desenvolverem tumores de mama, previne doenças sexualmente transmissíveis e doenças reprodutivas, como cistos ovarianos (em fêmeas), hiperplasia prostática (aumento da próstata em machos), além de excluir completamente a possibilidade de piometra (infecção no útero em fêmeas).

Tumores perianais, estimulados pela testosterona, também são raros e não é exagero falar que, ao castrar um animal, você está salvando centenas ou milhares de outros, já que, na prática, você está impedindo que outros nasçam e acabem abandonados. Para ONGs e organizações que 

atuam na defesa dos direitos dos animais, castrar é uma medida emergencial das mais importantes para o controle populacional de animais de rua. 

Se cães são castrados entre 7 e 8 meses de idade, além de evitar novas crias e prevenir doenças, a esterilização afasta alguns comportamentos indesejados pelos tutores. Aquele instinto do cão de fazer xixi em todos os cantos da casa para marcar território, por exemplo, tende a desaparecer. E quanto antes a castração acontecer, maiores as chances de sucesso.

Outro benefício da castração é que ela acaba com os latidos, uivos e miados excessivos que, geralmente, ocorrem por causa do cio. É comum cadelas e gatas sofrerem de gravidez psicológica, algumas chegam até a produzir leite sem estarem prenhes. O problema, que também é resolvido com a castração, acontece por conta de todo o processo hormonal e pode causar a petrificação do leite e inflamação das mamas. Cachorros e gatos castrados não têm interesse em sair de casa para buscar cadelas e gatas no cio. Dessa forma, os riscos de morrerem atropelados, envenenados ou simplesmente desaparecerem diminuem muito. Com a redução da produção de hormônios sexuais, os animais se tornam menos agitados e agressivos, o que ajuda muito a evitar brigas entre machos que vivem na mesma casa. Cães portadores de características prejudiciais ou doenças hereditárias, como hérnias em geral e luxação de patela, sarna demodécica, devem ser castrados para evitar a propagação do problema para outras gerações.

Bronquite felina: Como evitar?

Bronquite - antes de saber como cuidar, precisamos entender o que é!

A bronquite felina ou asma brônquica é uma doença que envolve a inflamação das vias aéreas.

Estes ramos, chamado brônquios e bronquíolos, permitem o transporte do ar para dentro e para fora dos alvéolos. O resultado final é uma diminuição da capacidade de transportar oxigênio para as células e, assim, trazê-lo para o corpo.


A bronquite pode ser aguda e associada a alterações nas estruturas reversíveis das vias respiratórias, ou crônica, com uma duração de dois e três meses, pode conduzir a alterações permanentes e irreversíveis no trato respiratório.

Em alguns gatos, as crises podem ser sazonais ou seja ocorrer em determinadas épocas do ano, como no outono e inverno (mais secos e mais poluídos) ou mesmo em determinados ambientes, como na presença de fumantes (fumaça do cigarro), quartos fechados com tapetes ou carpetes ou mesmo perfumes mais fortes dispersos no ar, desencadeando as crises asmáticas.

A crise aguda de asma começa com o aparecimento súbito de dificuldade respiratória, acompanhada de chiado e tosse. Esse sinal clínico está associado a uma contração súbita dos músculos lisos do pulmão que rodeiam os brônquios (broncoespasmos), reduzindo drasticamente a capacidade respiratória. Esse esforço para tentar respirar leva ao chiado que é ouvido quando o gato exala o ar, e geralmente é alto o suficiente para ser ouvido de longe.

• Tutor, uma das boas notícias nesse tema é a facilidade de reconhecer os sinais clínicos.

A tosse, espirros e engasgos do animal, aliado até mesmo a vômitos, são motivos suficientes para chamar a sua atenção. Ainda, aliado ao fato do animal se mostrar cabisbaixo, é difícil não perceber que há algo errado. Fique de olho:

• Tosse intensa e seca;

• Muco;

• Vômito;

• Perda de peso;

• Febre;

• Dificuldade para respirar;

• Letargia

• Saliva espumosa;

• Falta de apetite.

Agora que sabemos os sintomas, fica mais fácil para entendermos as formas de evitar a doença. Embora seja difícil controlar algumas raças de gatos - principalmente as mais ativas - é necessário garantirmos que aquilo que está ao alcance seja realizado.

• Limpeza do ambiente - tanto o ambiente de casa, quanto a cama e o local no qual o gato fica devem sempre estar limpos e arejados. Essa ação garante que o acúmulo de poeira e desenvolvimento de bactérias e fungos não aconteça.

• Muito líquido - a ingestão de água é essencial para que os problemas do clima seco não acometam o animal. Deixe sempre o pote do seu gato com a água fresca de preferência em movimento. Troque com frequência. Gatos não gostam de tomar água parada!

• Imunidade fortalecida - para todos os efeitos e circunstâncias, um animal com alta imunidade possui menores chances de desenvolver doenças. Por isso, atente para a alimentação do seu gato e, se for o caso, procure um médico veterinário para detectar os nutrientes de carência do animal e indicar uma suplementação adequada.

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